
Brilha estrela no céu
Passe meus amores no mel
Transforme meu sapo em príncipe
Que eu também quero voar
Perfume meus sonhos de flor
Acorde os anjos sem louvor
Abra a janela de vidro
Deixe entrar esse ritmo
Eu quero as faixas, coloridas
O gosto, o sabor
A mordida
As nuvens em pó, a ferida
Que arde sem saber de onde vem
Que soltem os pássaros nesse mundo
Que mudem a sorte e o obscuro
Que façam versos tão mudos
Que gritem a voz que agente tem
O silêncio transcendeu a partida
O pouco negou a corrida
A hora acabou com o tempo
Que gastamos a sós no relento
Os mares abriram o caminho
O verde coloriu o teu ninho
O pouco voltou
E o pouquinho,
Ficou escondido dentro do baú
E o urubu que cortou essa estrada
E a musa que fora lançada
Acabaram juntos, sem dó
E o nó que desfez minhas palavras
Se firmou de vez com essa magoa
De achar-me sempre tão só
Na solidão e no descaso
Na procura, do ilustre e no acaso, loucura
Espero sim ainda, por aquele olhar
Que buscou sempre o futuro
Mas o vazio me remota o meu mundo
Que em segundos esqueço,
Desvaneios sem fim
Irradio sem querer a esperança
E a criança perdida relança
No mundo dos sonhos
A dormir
Os olhos fechados não sabem
A memória ferida, engole
pela noite o que resta,
De mim.
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